Joshua Van derrotou Alexandre Pantoja por decisão unânime no UFC 331, com totais de 49–46, 48–47 e 50–45. Isso significa que os três juízes apontaram Van como vencedor — não que todos tenham visto uma luta desequilibrada. O 48–47, em especial, mostra uma avaliação final estreita. Há, porém, uma limitação importante: a página textual das papeletas informa os totais, mas não identifica as notas de cada juiz em cada assalto.
A leitura mais segura, portanto, combina duas coisas sem confundi-las: os placares oficiais publicados pelo UFC e a narrativa dos rounds nas recapitulações da organização. Essa reconstrução explica a dinâmica do combate, mas não substitui a distribuição individual das notas, ausente do material textual fornecido.

O resultado confirmado
O UFC 331 aconteceu em 19 de setembro de 2026, na Crypto.com Arena, em Los Angeles. Van, então com 24 anos, manteve o cinturão dos moscas e obteve sua segunda defesa consecutiva, segundo a cobertura do card principal. Os totais foram bastante diferentes entre si: um juiz viu 49–46, outro 48–47 e o terceiro 50–45.
“Decisão unânime” descreve apenas a concordância sobre o vencedor. Ela não informa, sozinha, quantos rounds foram apertados, quais ações decidiram cada parcial ou se os juízes concordaram sobre o caminho até o resultado. A variação entre os três totais é justamente um convite para separar vencedor consensual de domínio absoluto.

Primeiro round: a largada de Pantoja
A recapitulação do UFC descreve Pantoja começando em ritmo forte, levando a luta ao campeão e encontrando sucesso tanto na trocação quanto no grappling. A cobertura dos bônus acrescenta que o brasileiro abriu vantagem cedo graças ao jogo agarrado, enquanto Van manteve a compostura e reduziu as ameaças.
Isso sustenta a interpretação de um começo favorável ao desafiante, mas não autoriza atribuir uma nota específica a nenhum juiz. Sem a divisão round a round das papeletas, dizer que “todos deram o primeiro para Pantoja” iria além das fontes disponíveis.

Segundo e terceiro: Van muda a dinâmica
Nos dois assaltos seguintes, Van encontrou distância e produção ofensiva. A análise oficial relata que ele limitou o tempo preso nas trocas de grappling, conectou os melhores golpes e diminuiu o dano sofrido quando foi derrubado. A recapitulação dos bônus caracteriza Van como o boxeador mais limpo, enquanto Pantoja buscava encurtar e iniciar sequências agarradas.
Esse bloco ajuda a entender como o campeão passou a construir sua vitória. Ainda assim, a fonte trata segundo e terceiro rounds em conjunto; não fornece uma contabilidade separada de ações nem revela como cada julgador os distribuiu.
Quarto round: controle sem grande produção
Pantoja colocou Van no chão no quarto assalto. Segundo a cobertura principal, porém, teve produção limitada e pouca capacidade de avançar a posição. A recapitulação que concedeu à revanche o prêmio de Luta da Noite também diz que o round foi amplamente definido pelo controle por cima do brasileiro, embora ele não tenha conseguido produzir muito dali.
O episódio mostra por que “houve uma queda” não encerra a análise do round: a própria narrativa oficial distingue obtenção de posição, progressão e produção. Não é possível, contudo, transformar essa descrição em uma papeleta individual que a fonte não publicou em texto.
Quinto round: a margem mais clara de Van
No assalto final, Van foi descrito como mais ativo e efetivo. Avançou, conectou combinações, derrubou Pantoja e ampliou sua vantagem ao longo do round. A outra recapitulação afirma que ele dominou o quinto e machucou seriamente o desafiante, encerrando a luta com seu momento mais contundente.
Esse fechamento oferece a explicação narrativa mais forte para o triunfo de Van. Também ajuda a compreender como uma luta com fases competitivas pode terminar com três cartões favoráveis ao mesmo atleta: rounds apertados e um último período mais marcante podem coexistir.
O que as fontes permitem — e o que não permitem
A página da Association of Boxing Commissions reúne os documentos atuais de regras unificadas e esclarecimentos de pontuação. O extrato disponibilizado aqui, entretanto, contém apenas o índice e os links, não o texto dos critérios. Por isso, não é responsável atribuir a essa página explicações detalhadas sobre hierarquia de critérios, requisitos de 10–8 ou efeitos automáticos de quedas.
Também não se deve apresentar 49–46, 48–47 e 50–45 como um mapa completo dos cinco assaltos. Eles são totais finais. Para conferir eventual imagem integral das papeletas ou atualização da publicação, vale consultar diretamente o link oficial do UFC; conteúdos e apresentações podem mudar.
Como rever a luta com mais precisão
Ao reassistir, compare cada assalto como uma unidade, anotando quais ações tiveram efeito visível, quando houve progressão no grappling e quanto da posição produziu ofensiva. Depois confronte suas anotações com a sequência confirmada pelas recapitulações: Pantoja começou melhor; Van cresceu no segundo e terceiro; Pantoja controlou por cima no quarto com produção limitada; Van teve seu trecho mais forte no quinto.
Essa é uma reconstrução editorial baseada na cobertura disponível, não a revelação das notas individuais. A conclusão sólida permanece simples: houve unanimidade sobre Van como vencedor, mas diferenças consideráveis sobre a margem.
Para continuar a conversa entre esporte e cultura em São Paulo, o Becoartes fica na Rua Gonçalo Afonso, 99, Vila Madalena. Antes de visitar, confirme informações atuais no site oficial do Becoartes.
Continue a conversa no Becoartes
O Becoartes fica na Rua Gonçalo Afonso, 99, Vila Madalena. Consulte o site oficial antes da visita.
Becoartes - Beco do Batman
Rua Gonçalo Afonso, 99, Jardim das Bandeiras, São Paulo - SP
Fontes e créditos
- Masrur Odinaev — CC BY-SA 3.0
- Troutfarm27 — CC BY-SA 4.0
- Troutfarm27 — CC BY-SA 4.0
- UFC — resultados e análise do card principal do UFC 331
- UFC — papeletas oficiais de todos os combates
- UFC — recapitulação oficial da vitória de Van e bônus da noite
- Association of Boxing Commissions — regras unificadas e critérios atuais de pontuação