Rugby feminino

Black Ferns vencem a França por 31 a 12 antes do teste final

Francesas equilibraram o primeiro tempo em Whangārei, mas a Nova Zelândia decidiu a partida com três tries após o intervalo.

As Black Ferns venceram a França por 31 a 12 neste sábado, 24 de outubro de 2026, no Semenoff Stadium, em Whangārei. O resultado, porém, não descreve sozinho a resistência francesa: depois de perder por 81 a 12 em Hamilton, a equipe visitante chegou ao intervalo apenas dois pontos atrás. A Nova Zelândia ampliou a vantagem na etapa final e confirmou a vitória em seu 150º teste.

Jogadoras das Black Ferns reunidas nos degraus de um edifício público
Imagem de arquivo: elenco das Black Ferns da Copa do Mundo de Rugby de 2021 reunido nos degraus do Parlamento da Nova Zelândia.

Um primeiro tempo decidido por dois pontos

A França começou pressionando e abriu o placar antes dos dez minutos. Mathilde Lazarko concluiu um maul avançando, embora Carla Arbez não tenha convertido. A resposta neozelandesa veio com Mererangi Paul, em jogada que terminou com a conversão de Braxton Sorensen-McGee.

As francesas retomaram a liderança quando Anaïs Grando marcou após a bola ser levada ao lado externo; Arbez converteu. Ainda antes do intervalo, Shyrah Tuliau-Tua’a fez o segundo try das Black Ferns, novamente convertido por Sorensen-McGee. Assim, a anfitriã foi ao vestiário vencendo por apenas 14 a 12, segundo o relato da NZ Rugby.

Jogadoras da seleção francesa feminina treinam passes com bolas de rugby em um campo
Imagem de arquivo: treino da seleção francesa durante a Copa do Mundo de Rugby Feminino de 2014.

Por que o 31 a 12 não conta toda a história

O placar final sugere uma vantagem confortável, mas a França também ameaçou no início do segundo tempo. Um turnover francês mudou o impulso da partida, e uma jogada com chute à frente quase produziu nova oportunidade. Depois, um scrum a cinco metros da linha terminou com Ambre Mwayembe aparentemente atravessando; a revisão do árbitro de vídeo anulou o try porque Ruahei Demant conseguiu manter a bola suspensa.

Esse lance foi o ponto de inflexão. Em vez de a França reassumir a liderança, a Nova Zelândia recuperou terreno. Maia Joseph encontrou Amarante Sititi com um passe aberto, e o try levou o marcador a 19 a 12.

Jogadoras da seleção francesa feminina distribuídas pelo campo durante um treino de rugby
Imagem de arquivo: jogadoras francesas em treino na Copa do Mundo de Rugby Feminino de 2014.

Como as Black Ferns abriram vantagem

Sorensen-McGee recebeu a bola ainda no próprio campo, superou a defesa e marcou no canto, antes de converter seu próprio try. Paul fez depois seu segundo try da partida, estabelecendo os 31 a 12 finais.

A diferença entre as etapas foi, portanto, a capacidade neozelandesa de transformar espaço em pontos. A França incomodou com pressão defensiva, melhor desempenho nas formações e disposição para atacar, mas não pontuou após o intervalo. No fim, ficou em desvantagem numérica depois de esgotar as substituições.

Jogadoras francesas de rugby treinam ao redor da bola em um campo
Imagem de arquivo: atividade da seleção francesa na Copa do Mundo de Rugby Feminino de 2014.

A evolução francesa desde Hamilton

A comparação mais útil não está apenas na redução de 69 para 19 pontos de diferença. Em Whangārei, a França marcou primeiro, voltou a liderar e manteve a partida em aberto durante todo o primeiro tempo. Também criou uma oportunidade real de passar à frente depois do intervalo.

Isso não elimina os problemas: a pressão territorial não se converteu em pontos na segunda etapa, e as Black Ferns encontraram espaço quando aceleraram a circulação da bola. Ainda assim, o desempenho mostra uma mudança concreta em relação ao 81 a 12 da semana anterior, sem transformar uma derrota competitiva em vitória moral.

A página oficial da World Rugby confirma que o confronto de 24 de outubro integrou a WXV Global Series 2026 e foi disputado no Semenoff Stadium.

O que acompanhar no último teste

O terceiro encontro será em 31 de outubro, às 19h10 no horário da Nova Zelândia, no One NZ Stadium, em Christchurch. A partida encerra a série de três testes em solo neozelandês, também registrada no programa oficial da FFR. Como horários e condições podem mudar, vale conferir o calendário da NZ Rugby antes do jogo.

Três aspectos merecem atenção: se a França sustentará sua pressão defensiva por mais tempo; se conseguirá converter em pontos as oportunidades perto da linha; e como responderá à velocidade neozelandesa pelos lados. Para as Black Ferns, o teste será encontrar ritmo mais cedo, sem depender novamente de uma arrancada na segunda etapa.

A fonte neozelandesa informa transmissão pelo Sky Sport apenas na Nova Zelândia. As fontes consultadas não confirmam canal para Brasil, França, Espanha ou Estados Unidos.

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